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A escola e a inclusão digital

A escola e a inclusão digital

Atualmente, os alunos infantis de todo o mundo possuem uma característica comum, a de que a maioria deles embarca para dentro da sala de aula com uma enorme bagagem de conhecimentos prévios adquiridos, principalmente, pelo acesso digital.

Esse novo perfil de crianças que já nascem imersas no mundo digital impôs um grande desafio às escolas, o de despertá-las para o aprendizado e para o desenvolvimento social. Isso implica em um novo formato de ensino pedagógico, com professores capacitados não apenas pedagogicamente, mas também tecnologicamente, de modo que as tecnologias digitais de informação (TDICs) possam ser aliadas no processo de ensino-aprendizagem, e não mais uma barreira a ser vencida pelo professor e pelo aluno. A escola precisa enxergar e entender que o aluno nativo digital não é desprovido de interesse ou de atenção, pelo contrário, ele é um ser curioso capaz de desenvolver várias atividades simultaneamente, com habilidades muitas vezes superiores aos dos professores e à dos pais, por isso é preciso que a escola crie mecanismos eficazes para ensinar e educar esse aluno.

As TDICs podem ser inseridas no contexto escolar de forma natural e de várias maneiras, como o uso de computadores, Internet, jogos digitais e outras que contribuem de forma significativa para o desenvolvimento da criança.

Quando uma escola se propõe a efetivar a aplicação de TDICs no seu conceito pedagógico de aprendizagem, ela se dispõe a despertar a criatividade da criança para a aquisição de novos conhecimentos, além de permitir que ela se integre efetivamente com o formato digital típico da sua idade, essencial para o seu desenvolvimento cognitivo e social. Isso quer dizer que é necessário que o professor proponha "atividades pedagógicas que possibilitem aprendizagens significativas, contribuindo para o processo de desenvolvimento dos alunos de maneira autônoma e participativa, através de situações e trabalhos de troca de saberes." (BARBOSA, et al, 2014, p. 2889).

Nesse contexto, o professor deve intermediar o uso das tecnologias dentro do âmbito escolar, planejando e propondo atividades aos alunos. É necessário que o educador saiba lidar com as novas tecnologias digitais, vendo-as como um caráter educativo e como uma proposta pedagógica que promova a cidadania, e não apenas como uma ferramenta de ensino. O professor deve ser um mediador no processo de aprendizagem do aluno, pois é um direito da criança ser inserida nas várias áreas do conhecimento. Para tanto, é necessário pensar não a partir da prática do professor já atuando dentro da sala de aula, mas sim desde a sua formação como educador. É necessário, portanto, que ocorram mudanças políticas, sociais e estruturais para que esse profissional seja, efetivamente, capacitado para tal.

É importante que o professor que não tenha intimidade com o mundo digital, mas que esteja à frente de uma sala de aula, torne-se aprendiz das TDICs, para então ser capaz de inserir a criança nas várias possibilidades de comunicação, experimentação e conhecimento que podem ser descobertos pelas TDICs.


REFERÊNCIA

BARBOSA, G.; et al. Tecnologias digitais: possibilidades e desafios na educação infantil. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENSINO SUPERIOR A DISTÂNCIA, XI, 2014, Florianópolis. Anais... Florianópolis, 2014. p. 2888-2899.

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